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Cortadores

SOBRE A OBRA

Cortadores, de Mário Nascimento (BH), parte do pressuposto de que a resistência à dominação manifesta-se não somente através da visibilidade política de canais e instrumentos institucionalizados, mas de forma fragmentada nas dimensões banais da vida cotidiana de um trabalhador rural.

Pesquisamos a trajetória do surgimento, consolidação e exclusão do “bóia-fria”, procurando refletir sobre as características, peculiaridades e eficácia em seus trabalhos de todo dia. O jogo interno do conformismo, inconformismo, resistência e dominação.

Partindo do pressuposto de que nosso trabalho atual se manifesta de maneira multifacetada e de extrema relevância artística, possibilitaremos a inserção e a difusão de um espetáculo artístico de qualidade na sociedade e desta forma contribuir para uma ação cultural, a integração arte/sociedade.

Da ‘Arte de cortar cana’ haveria uma longa história a ser escrita – história da força braçal, da sobrevivência, da superação. E outra versão, bem menos digna, a da exploração, controle político e dominação.

A relação docilidade-utilidade é escancarada tornando o homem quanto mais obediente, mais útil, e inversamente; ela define como se pode ter domínio sobre o corpo do outro para que operem como se quer e a eficácia que se determine.

ANO DE CRIAÇÃO

2007

FICHA TÉCNICA

Corpos submissos/Corpos Dóceis.

Direção: Gilsamara Moura 

Assistente de Direção: Kranya Díaz-Serrano

Concepção e Criação: Mário Nascimento (BH)

Elenco:  Gilsamara Moura, Luzinete Silva, Pablo Lozano, Rafael Otoni, Sabrina Kelly

Iluminador: Ricardo Portari Filho

Figurinos: Vosso Reino Costumes by Lúcia Furtado

Trilha Sonora: Hernán Battiato

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